A Vida, o Universo e Tudo Mais - Douglas Adams
Sinopse: Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em "O Guia do Mochileiro das Galáxias" e "O Restaurante no Fim do Universo", Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina. Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Resumindo os dois livros anteriores, em "O Guia do Mochileiro das Galáxias", Arthur Dent (humano) e Ford Prefect (tipo de E.T. nascido em um pequeno planeta perto de Betelgeuse) escapam da destruição da Terra pegando carona em uma nave alienígena e mais tarde conhecem Zaphod Beeblebrox e Trillian (apesar de que Arthur já os tenha conhecido). E claro, também tem Marvin, o robô de Zaphod, sempre deprimido e um dos personagens mais engraçados e envolvido em situações improváveis. Verdadeiros aventureiros espacias também merecem um descanso e é o que (quase) acontece quando vão ao "Restaurante no Fim do Universo", envolvendo viagens no tempo e vacas que se oferecem para ser mortas e comidas, não tenho muita certeza se entendi o livro, mas Douglas Adams com certeza sabe usar seu senso de humor inteligente e irônico.
Em "A Vida, o Universo e Tudo Mais", tendo passado cinco anos na Terra Pré-Histórica, Arthur solta um grito de horror todos os dias quando acorda em sua caverna escura, úmida e fedorenta, talvez por isso tenha ido salvar o universo tão facilmente junto de Ford e Slartibartfast dos terríveis robôs xenófobos de Krikkit. Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria um história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o universo e tudo mais. Cada vez mais os livros de Douglas Adams ficam sem sentido e cada vez mais eu adoro eles.
Como já li os dois anteriores, os personagens são familiares, mas Trillian foi uma boa surpresa nesse livro, não sei porque o autor resolveu dar esse destaque especial nela, talvez porque o "papel" não se encaixasse em nenhum outro personagem e ela ainda não tinha feito nada que valesse a pena notar. Foi como se ela estivesse apenas esperando a sua vez. E Arthur com sua constante confusão, tenho até dó dele em alguns momentos, apesar de ele lidar com (quase) tudo numa estranha calma.
Não se pode deixar de citar as críticas de Adams à humanidade, elas não aparecem com muita frequência (ou talvez eu que não as note), mas, como tudo o mais, elas são brilhantemente irônicas. Assim como as situação improváveis. Toda a série (mesmo que ainda faltem três livros para eu completar) se resume nessa palavra: improbabilidade.
Apenas mais uma palavra para minha opinião sobre o livro: Ótimo.

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