Seguindo a mesma fórmula, como sempre,
Nicholas Sparks dá a impressão de que escreveu a maior parte de O Melhor de Mim
apenas para ocupar espaço porque não tinha mais o que escrever. Até ficou nas
entrelinhas que ele queria passar uma imagem de romances clássicos, onde vários
detalhes são retratados e há bastante comparações e descrições da natureza. Devo falar
diretamente que Nicholas falhou nessa missão e ficou bastante claro ao final da
leitura que esse foi um dos piores de seus livros. Concordo que é suspeito uma
pessoa cética em relação à romances falar sobre Nicholas Sparks, mas mesmo não
sendo fã do gênero, ainda consigo gostar de alguns e esse conseguiu deixar o
verdadeiro gosto da decepção.
Retratando a história de Amanda Collier e
Dawson Cole que quando jovens se apaixonaram, mas foram separados pelas
famílias, reencontram-se anos depois quando ambos estão na idade de 42 anos, devido a morte de Tuck, o que foi, provando que personagens secundários sabem
roubar a cena, o melhor do livro.
Nascido em uma família nada boa onde pai,
irmão, primo, todo mundo, basicamente, faz parte do mundo do crime, Dawson foge
de casa e acaba se refugiando na oficina/garagem de Tuck Hostetler. Logo em
seguida, conhecendo Amanda e os pais dela terem grande aversão a esse namoro,
os dois usam a oficina/garagem de Tuck como refúgio.
Depois de muita enrolação, descrição de
folhas, árvores, e muitos outros, Dawson e Amanda se separam e cada um segue
um rumo. Quando estão com 42 anos, voltam à cidade devido à morte de Tuck e
acabam se reencontrando por essa causa maravilhosa de personagem. Apesar de o
reencontro não ser nem um pouco emocionante, o modo como Tuck fez com que isso
acontecesse melhorou tudo e quando as menções a esse personagem acabam, o livro
volta à monotonia. Mesmo que parando com as descrições exageradas, continua com
uma narrativa, embora simples, muito arrastada.
Antes de encontrar Dawson novamente, a vida
de Amanda já estava um caos, com a perda de uma filha, um marido alcoólatra que
piora cada vez mais, três filhos perfeitamente saudáveis e todas as suas metas
de vida perdidas para poder cuidar desses filhos, o que, provavelmente foi uma
jogada para mostrar que ela ainda não tinha motivos suficientes para se jogar
de uma ponte. Após encontrar o primeiro amor, mostra-se cada vez mais confusa
com o que fazer e nada parece dar aquela luz milagrosa dizendo "faz isso
que vai ser melhor", mas voltando aos três filhos saudáveis, dá para
prever facilmente o que acontece.
Dawson, um homem simples e solitário porque
nunca acreditou que iria encontrar um amor para esquecer-se de Amanda. Passando
por algumas experiências de quase morte por trabalhar em uma plataforma de
petróleo, a mais recente foi um trauma que o fez se sentir estranho e começar a
questionar o modo como está vivendo. Infelizmente, o livro mostra a narrativa
mais focada em mostrar a vida de Amanda, outra jogada de mestre para mostrar o
quão vazia era a vida de Dawson. A única coisa em que foca ligada a ele é o
fato de ele ver um tipo de fantasma quando se encontra em problemas, essa parte
foi um pouco óbvia de descobrir sendo que o livro repete tantas vezes o porquê
disso.
Um pouco depois da metade do livro até antes
dos três ou quatro capítulos finais, o livro até perdeu um pouco aquele gosto
de decepção, mas quando parecia que ia ficar bom, Sparks provou que nunca larga
sua fórmula. Logo após o filho mais velho de Amanda sofrer um acidente, o autor
nos faz sentir como é ser vidente. Desse momento em diante, cada palavra foi
totalmente previsível e a decepção voltou com toda a força.
Ainda que Nicholas não tenha acertado nessa
história, mostrou que seu sucesso não foi apenas por elas e sim por seu modo de
escrever alterando o uso de palavras, narrativa mais rápida ou mais lenta,
entre alguns outros fatores, de acordo com a personagem que está em cena no
momento e por esse motivo, mereceu duas estrelas.

Li um livro do Nicholas e acho que já basta. Até gosto de romances, mas tenho a leve impressão que ele não vai conseguir me surpreender. Pelo o que leio em resenhas todos os livros dele são compostos pelo mesmo clichê mela mela. .-. rs
ResponderExcluirExatamente isso. Apesar de os outros dois que eu li não foram tão ruins quanto esse. haha
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